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4 de mai de 2011

Diálogo do banqueiro corrupto com o blogueiro independente

O banqueiro Cortez (não parece que ele está saindo do PF Hilton ?)
- Estou aqui para dizer a vocês que não existe nenhuma prova contra mim. O caso está encerrado, diz o banqueiro.
- Não, o caso não está encerrado. A Justiça considerou que houve um problema com as provas. Foi um problema técnico. Não significa que o senhor não tenha cometido um crime, disse o blogueiro, na entrevista coletiva.
- Eu conheço você de algum lugar. Como é o seu nome ?
- Kléber Damasceno, respondeu o blogueiro.
- Você não tinha sido demitido ?, perguntou o banqueiro.
- Fui, mas agora eu tenho um blog, respondeu Kléber.
- Blog ?,  reagiu o banqueiro. Eu pensei que blog fosse coisa para meninas adolescentes.
E sai da sala.
- Você vai responder pelos seus crimes !, berrou o blogueiro, na direção do banqueiro.
Na cena seguinte, o banqueiro reclama, com raiva: “aqueles jornalistazinhos vagabundos !”.
Um assessor pondera: “mas, esse blogueiro pode investigar por conta própria.”
- Quem não tem padrinho morre pagão, reage o banqueiro. Qualquer coisa, eu recorro àquele meu amigo de Brasília.
Essa cena se passou no capítulo desta quarta-feira, dia 4 de maio, da novela “Insensato Coração”, na Globo, de Gilberto Braga.
O banqueiro corrupto se chama (na novela) Horácio Cortez.
A vida imita a arte.
Ou será o contrário ?
Paulo Henrique Amorim

Banda larga: mudanças preocupantes

Artigo de Lúcia Berbert, publicado no sítio do Instituto Telecom:
Os ajustes que o Ministério das Comunicações já confirmou como necessários para adaptar a atuação da Telebrás à nova realidade de aperto orçamentário e da decisão da presidente Dilma Rousseff de implantar mais redes regionais para dar velocidade mais alta ao serviço de acesso à internet têm repercutido negativamente entre os movimentos sociais, que apoiaram a reativação da estatal como forma de evitar a dependência ainda maior às teles. A preocupação com o destino do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), inclusive, foi um dos motivadores da campanha “Banda Larga é um direito seu”, lançada no mês passado com a participação de mais de 20 entidades.
Em artigo publicado na ComUnidade Wireless Brasil, a advogada da Proteste, Flávia Lefèvre, opina que o governo insiste em atribuir às concessionárias o papel principal no PNBL, inclusive com a possibilidade de usar os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para implantação de redes privadas. Caso isso se efetive, a Anatel não poderá impor regras de compartilhamento destas redes, o que acirrará a situação grave de concentração do provimento de serviços no varejo e de suas respectivas infraestruturas no atacado nas mãos de empresas privadas.
Para Flávia, o governo do PT, que tanto criticou a privatização das telecomunicações em 1998, agora está “com a faca e o queijo nas mãos” para, além de trazer de volta para o Estado o papel preponderante de gerente das redes públicas de telecomunicações, podendo agir em parceria com a iniciativa privada, além de poder retomar a titularidade das redes públicas transferidas para a iniciativa privada, “fazendo cessar a improbidade administrativa perpetrada no governo do PSDB”, escreve. Ela está convicta que o governo vai perder essa oportunidade.
Além dos prejuízos ao patrimônio público, as entidades temem que essas alterações acabem prejudicando os programas de inclusão social.
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EUA impedem que Cuba compre medicamentos para crianças.

Robson ceron Fonte: CUBADEBATE
Tradução: Robson Luiz Ceron - Blog Solidários.

O governo dos EUA impediu que Cuba adquirisse da Abbott Laboratórios os anestésicos Sevoflurano e Dexmetomidina, denunciou hoje Humberto Cabrera Sainz, presidente da Sociedade Cubana de Anestesiologia e Reanimação.
O medicamento anestésico de inalação Sevoflurano é usado para anestesia geral em crianças e é também reconhecido pelas suas qualidades de protetor contra ataques cardíacos, acidente vascular cerebral e arritmias durante os procedimentos de anestesia cirúrgica cardíaca.
Enquanto que a Dexmetomidina é usada na anestesiologia por suas propriedades sedativas analgésicas e de potenciar agentes anestésicos mais fortes, disse Humberto Sainz.
Segundo a imprensa, esta decisão comprova que a administração Obama mantém o bloqueio contra Cuba, em matéria econômica, financeira e comercial, imposto pela Casa Branca após o triunfo da Revolução Cubana. (A República)
By: Solidários

O Brasil não pode concordar com o vale-tudo internacional

A diplomacia brasileira não pode, nem de maneira indireta, avalizar o caminho das violações do Direito internacional. A conseqüência pode ser um enorme retrocesso na política externa “ativa e altiva” iniciada por Celso Amorim. Através dela, o Brasil ganhou relevância inédita na geopolítica mundial.  
Gilberto Maringoni
O ministro de Relações Internacionais, embaixador Antonio Patriota, classificou como “positiva” a morte do terrorista Osama Bin Laden, ocorrida na noite de domingo. A avaliação embute um endosso indireto do Brasil à operação desfechada pela CIA para eliminar aquele que foi classificado por todas as mídias como o “homem mais procurado do mundo”.
Estamos diante de algo muito sério. Não se trata apenas de uma mudança na condução da política externa brasileira. Se a aprovação oficial se confirmar, haverá aqui uma mudança de qualidade.
É necessário atentar para a natureza dos fatos ocorridos em Abbottabad, na periferia de Islamabad, Paquistão, há poucos dias. Façamos duas ressalvas iniciais.
Primeiro – Osama Bin Laden é um terrorista. O atentado às torres do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, foi um assassinato coletivo e deve merecer a repulsa de qualquer pessoa de bom senso.
Segundo – Como dirigente principal da ação, Bin Laden deveria ser capturado e julgado por uma corte internacional, tendo garantidos todos os ritos e procedimentos do Direito internacional.
Não foi o que aconteceu. Bin Laden e, ao que parece, sua esposa e um filho, foram executados por um comando militar estadunidense, sem possibilidade de reação ou defesa.
Aqui valem três perguntas.
Como a informação sobre a localização do terrorista foi obtida?
Através da tortura de um membro da Al Qaeda, preso sem julgamento em Guantánamo. A informação é do diretor da CIA, Leon Panetta, em entrevista à revista Time.
Como a operação foi planejada?
Na mesma entrevista, Panetta revela: “Foi decidido que qualquer tentativa de trabalhar com os paquistaneses poderia colocar a missão em risco. Eles poderiam alertar os alvos”. Mais adiante, o chefe da CIA declara que o governo paquistanês "nunca soube nada sobre a missão", classificada pelos EUA como "unilateral".
Ou seja, a tarefa envolveu uma invasão territorial.
Como se deu a ação?
O diretor da CIA conta que as determinações do presidente Barack Obama exigiam a morte de Bin Laden, e não apenas sua captura. Assim se deu. O líder da Al Qaeda foi fuzilado junto com quem estava na casa.
São três as violações do Direito internacional: obtenção de informação sob tortura, invasão de território de um outro país e execução sumária.
Apesar dos ânimos exaltados dos estadunidenses que foram às ruas e do comportamento ufanista da mídia brasileira, não se fez “justiça” alguma. O que houve foi a vingança de um ato bárbaro com outro ato bárbaro. Olho por olho, dente por dente, como dos filmes de caubói.
Se a lógica for mantida, acaba qualquer legalidade ou civilidade nas relações internacionais. A pistolagem high-tech será a métrica da resolução de problemas nas próximas décadas. Já há uma caçada em curso visando Muamar Kadafi, apesar da resolução 1973 da ONU não autorizar medida desse tipo.
A diplomacia brasileira não pode, nem de maneira indireta, avalizar tal caminho. A conseqüência pode ser um enorme retrocesso na política externa “ativa e altiva” iniciada por Celso Amorim. Através dela, o Brasil ganhou relevância inédita na geopolítica mundial.
Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

A queda de braço do dólar começa a se reverter

Há um mês atrás, quando o governo decretou medidas para conter o despejo de dólares na economia brasileira, que estava distorcendo o crédito e servindo para uma grossa especulação com títulos da dívida brasileira, escrevi aqui que haveria uma queda de braço em torno do valor da moeda norte americana.
E expliquei: “o jogo será pesado. Há um volume monstruoso de dinheiro “apostado” no dólar baixo, coisa de dezenas de bilhões. Vão forçar a mão e contar com a mídia divulgando(…) que as medidas “falharam”.
Hoje o dólar voltou ao patamar de R$ 1,60. E, na Reuters, a explicação:
“Para Alfredo Barbutti, economista-chefe da BGC Liquidez, a alta do dólar nos últimos dias pode ser atribuída a ajustes de investidores após a moeda ter se aproximado na semana passada das mínimas em 12 anos contra o real.
“Para ficar vendido naquele nível de 1,57 real num ambiente de fluxo menor você precisa ter argumento. Você pode fazer isso não a um patamar de 1,57 real, mas talvez em 1,60 real”, disse.
Dados da BM&FBovespa mostram uma forte redução nas apostas de investidores estrangeiros a favor do real. Os dados mais recentes disponíveis, na terça-feira, mostravam que os não-residentes sustentavam 15,51 bilhões de dólares em posições vendidas nos mercados de dólar futuro e cupom cambial (DDI), bem menos que os 18,71 registrados há uma semana.”
Os apressados, os que acham que o “mercado” é um aglomerado de pessoas inocentes, que pensam a economia como pensamos nós – resultado do trabalho, da poupança, do investimento – e não como um jogo de pressões e manobras, viram como foi importante a persistência do Ministro Giudo Mantega, que não cedeu aos urubus e começa a ter sinais sucesso.
Por enquanto, porque como diz o título do filme de Michael Moore, o dinheiro nunca dorme.
By: Tijolaço

Código: governo quer inclusão de propostas

blog do zé
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Paulo Teixeira
Com votação programada para hoje na Câmara, o novo Código Florestal substitui legislação de 1965. Para que vocês entendam melhor os principais pontos que serão debatidos, procuramos o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP) que gentilmente nos concedeu esta entrevista.
Na sua avaliação, quais os aspectos positivos da nova versão do texto do Código Florestal concluída pelo deputado Aldo Rebelo?
[ Paulo Teixeira ] O positivo é que ele fez mudanças significativas ao longo da última semana. Seu parecer tem virtudes, porque reconhece que há de se fazer mudanças no Código, com o que concordamos. E trouxe importantes questões para essas mudanças que soam aos ouvidos do agricultor como música ao somar no cômputo de proteção ambiental de uma propriedade a Área de Preservação Permanente — APP e a reserva legal. Muitos proprietários não tinham terra disponível para somar à APP e à reserva legal. Outro aspecto em que o relator avança é na manutenção dos 30 metros de APP, e ao estabelecer que aqueles que a destruíram devem recuperá-la num perímetro mínimo de 15 metros.
Mas, mesmo assim, ainda falta muito para que tenhamos um acordo equilibrado, que represente os interesses de toda a sociedade brasileira. Precisamos de uma alternativa equilibrada, que atenda os interesses ambientais, da agricultura familiar e do agronegócio. É consenso que a atualização do Código de 1965 é necessária, mas deve ser feita com a responsabilidade e cautela que o tema merece. Por isso, desde o início do ano, a bancada do PT na Câmara  trabalha para dar ao tema o tratamento que ele merece. No início do ano, a bancada do PT pediu e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), criou uma Câmara Consensual. O instrumento foi importante para que o maior número possível de vozes envolvidas no debate fossem ouvidas, através desta comissão a Câmara ouviu ambientalistas, produtores rurais e cientistas, podendo ponderar melhor todas as consequências da alteração do Código.
E os pontos negativos?[ Paulo Teixeira ] Até o momento, o relator ainda não incorporou as propostas que o governo defende, e esta é a condição fundamental para a bancada do PT na Câmara votar eventuais mudanças. A bancada está com o governo, cuja posição, aliás, foi formada a partir de um movimento estimulado pela bancada do PT. Há proposições no parecer que não são boas. Por isso, devem ser retiradas. Por exemplo, aquela que considera a produção de alimentos como de interesse social. Qual a consequência dessa formulação, ainda que a frase seja bonita? Para criar gado, para produzir soja, pode-se desmatar. Isto é inadmissível e não pode permanecer na proposta final.
Não podemos admitir também que todos os proprietários brasileiros sejam liberados da obrigação de ter uma reserva legal. Esta discussão diz respeito a nossa Constituição quando ela estabelece que toda propriedade cumpre função social. Quem possui propriedade urbana não pode construir dois, três, cinco, 10 andares se não respeitar o plano diretor nem pode construir sem recuo e se não tiver em conformidade com o Código de Obras. Imposições valem, também, para a propriedade rural. Esta tem de cumprir sua função social e, com base nela o meio ambiente é fundamental para a propriedade rural. Por isso, o novo Código não pode dispensar todos os proprietários brasileiros da obrigatoriedade de manter a reserva legal. Todos, não. Nós queremos fazer uma aliança em torno da pequena propriedade, da agricultura familiar, que representa 85% do conjunto dos proprietários brasileiros. Esse segmento, sim, precisa estar protegido no relatório e dispensado da reserva legal, mas garantindo as áreas preservadas existentes.
É possível um acordo?
[ Paulo Teixeira ]Estamos buscando, há várias tratativas em andamento. Temos um país com a maior biodiversidade, uma potência sob esse ponto de vista. Somos igualmente um país que tem a maior disponibilidade hídrica do mundo, a maior produção de água doce no planeta, um dos maiores produtores de grãos. Então, 74% da comida colocada na mesa do brasileiro é produzida pela agricultura familiar, e o agronegócio produz muito do alimento e da energia que utilizamos, além de contribuir com nossas exportações. Por isso, temos uma condição privilegiada para o debate.
Mudanças no Código Florestal devem ser feitas de maneira cuidadosa, para se conseguir o justo equilíbrio entre a produção agrícola e a proteção ambiental. Veja, o agricultor precisa de água, da biodiversidade, de um  bom ciclo de chuva. Por isso, equilibrar o tema ambiental com o agrícola é fundamental para o nosso país. Ninguém ganhará  se fizermos alterações  que vão implicar danos ambientais. Queremos iniciar uma discussão que não tenha ganhadores nem perdedores. Este debate final não será para uns ganharem e outros perderem. Queremos construir um ajuste fino, para que o Brasil ganhe e continuemos a ser potência agrícola e ambiental.
Qual a posição do PT para um texto final?
[ Paulo Teixeira ] A posição é de votar o parecer depois que o relator acatar as propostas do Governo. Aí, sim, está o equilíbrio, porque o Governo representa o conjunto dos compromissos brasileiros: do ambiental, do agrícola e dos internacionais que o Brasil assinou em Copenhague. Nós não podemos retroagir em relação a todos esses compromissos que fizeram do Brasil uma potência agrícola e ambiental. Esta é a posição do PT, e a nossa bancada - seus 88 deputados - está unida em torno dela.
 Insisto: votaremos na medida em que forem acolhidas as sugestões do Governo Federal.  Somos o maior partido da base do Governo. O nosso partido possui inúmeros integrantes nas áreas da agricultura familiar e ambientalistas, mas eles não têm essa polarização no partido. Queremos que o plenário da Câmara vote o Código Florestal com tranquilidade, que a Câmara aprove uma grande lei, que seja apresentada ao país e da qual todos os brasileiros tenham orgulho.  Esta lei, afinal, vai definir as condições para que nós, nossos filhos e netos tenhamos um país com economia, desenvolvimento e meio ambiente sustentáveis.

Foto: Salu Parente

Grupo de extrema direita ameaça Dilma de morte

Texto publicado no excelente Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães.
Eduardo,
Encaminho e-mail que acabei de receber de um grupo denominado “Guararapes” (formado por militares). Está espalhando na internet. Achei grave. Em minha opinião, há uma ameaça expressa de morte a Dilma.
Talvez seja o caso de encaminhá-lo ao Ministério Público Federal ou à Polícia Federal. Afinal, trata-se de um e-mail enviado por uma associação registrada em cartório, conforme você verá a seguir.
F. O.
Obs.: O texto foi propositalmente reproduzido sem edição ou correção do português.
O buraco é grande
Doc. nº 43- 2011
Estamos começando o ano e o governo tapando os buracos deixados pelo o irresponsável que saiu. Tal é o ROMBO que o aumento do salário mínimo foi uma guerra. Ficou em R$545,00 e pronto; e quem foi contra pode ser expulso pelo “DEMOCRATA” PT.
O irresponsável continua a querer fazer comício pelo Brasil e mundo afora. Quer cobrar 200 mil por palestra. Quem vai sair de casa para ouvir analfabeto dizer que é Deus, só se for maluco, ou tolo enganado.
Não adianta querer cobrir o sol com a peneira. Em janeiro de 2003 a dívida total Brasileira (interna mais externa) era de 1 trilhão cento e 3 bilhões e em dezembro de 2010 de 2 trilhões trezentos e oitenta e oito milhões de reais, representando um aumento nominal de 98,31%. No período, gastou-se com o serviço da dívida a importância de R$1.665,2 bilhões.(Ricardo Bergamini)
A dívida externa que se tinha anunciado extinta – mas à custa da interna –, voltou a subir e já ultrapassa a casa dos 200 bilhões de dólares. A inflação torna-se uma preocupação e já chegou a cerca de 6%. Planejam-se os cortes possíveis, com prejuízo do resto. O BURACO DO DÉFICIT DO INSS CHEGOU A R$44,3 BILHÕES. O orçamento de 2010, para fechar, teve que passar uma importância acima de 72,4 bilhões de restos a pagar.
A grande maravilha de tudo isso é que o governo atual, responsavelmente, até, procura cortar despesas e determina um contingenciamento de R$50 bilhões e não deixa subir demais o salário mínimo para não aumentar a falência do maior número de municípios brasileiros, e da própria economia. Diz o IPEA: “em 2005 23,1% da população mais pobre estava desempregada e em 2010 passou para 33,3%, já na população mais rica o desemprego diminuiu 57,1%”. FOLHA DE SÃO PAULO de 20 – fev- 2011. E agora José o que dizer?
É de ficar com cabelo arrepiado quando se somam: serviço da dívida, déficit da Previdência, restos a pagar e todo mundo querendo ser empregado do governo. Sabe-se que o governo passado aumentou as despesas com pessoal irresponsavelmente, dando emprego a rodo, protegendo sobretudo a petralha ou com a intenção de compra de votos.
O GOVERNO ATUAL se encontra num beco sem saída. Se corre o bicho pega e se ficar a cobra morde. E agora José? Estamos precisando de coragem e de um estadista para salvar o Brasil. Os demagogos e ladrões estão de boca aberta, querendo engolir o maior pedaço do que resta do bolo.
Ricardo Bergamini nos informa o seguinte: De janeiro de 2003 até dezembro de 2010, apenas com Serviço da Dívida – R$1.665,2 bilhões (8,12% do PIB); Transferências Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios – R$1.104,5 bilhões (5,39% do PIB); Previdência INSS – R$1.377,7 bilhões com 23,9 milhões de beneficiários (6,72% do PIB) e Custo Total com Pessoal da União – Civis e Militares – Ativos, Aposentados e Pensionistas – R$999,3 bilhões com 2.208.596 de beneficiários (4,87% do PIB) totalizando R$5.146,7 bilhões (25,11% do PIB), comprometeram-se 90,23% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$5.704,0 bilhões (27,82% do PIB).
A PRESIDENTE OU APERTA OU O BICHO COME. A GUERRA COMEÇOU AGORA. PENSANDO NO BRASIL, SÃO MUITO POUCOS. SE ABRIR O COFRE PARA GANHAR VOTO NO CONGRESSO, MORRE.
VAMOS REPASSAR! A INTERNET É A NOSSA ARMA!
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58 93. Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza . Somos 1.780 civis – 49 da Marinha – 474 do Exército – 51 da Aeronáutica; 2.354. In Memoriam 30 militares e dois civis.
30 .ABR. 2011.
INDIQUE AMIGOS QUE QUEIRAM RECEBER NOSSOS E-MAILS. OBRIGADO.

Desigualdade regride aos índices de 1960

blog do zé
Sem dúvidas, essa é uma notícia a se comemorar. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio) aponta que a desigualdade social brasileira chegou no ano passado ao menor nível desde 1960. Eis o atestado do novo Brasil que, aos poucos, nasce combatendo persistentemente um dos seus mais graves problemas, sua terrível disparidade de renda.
A aferição da redução da desigualdade na distribuição de renda no país foi feita pela FGV através do índice Gini - calculado de 0 a 1, sendo que 1 significa o maior grau de desigualdade. Em 1960, nosso Gini estava em 0,5367. Em 1990, pico, ou mais alto nível da série, a desigualdade no país chegou a 0,6091. Agora, em 2010 estamos em 0,5304.
Os dados da FGV provam que estamos no caminho certo, mas que temos muito trabalho pela frente. É isto que justifica a prioridade conferida pela nossa presidenta ao combate à pobreza e todas as medidas que seu governo vem tomando, como o Rede Cegonha, o reajuste da Bolsa Família, e a implantação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC).
Programa Nacional de Combate a Miséria

Ainda ontem, em entrevista coletiva da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, e dos presidentes do IBGE e do IPEA foi definido o público-alvo do Programa Nacional de Combate a Miséria. Compromisso de campanha da presidenta Dilma Rousseff, ele vai contemplar com ações que estarão detalhadas até o final deste mês 16,3 milhões de brasileiros, hoje com renda de até R$ 70,00 mensais.
Ao lado disso, o fundamental, o que realmente precisamos é manter a criação de pelo menos dois milhões de empregos/ano e o crescimento da renda das famílias. Sustentar os investimentos não apenas na infraestrutura econômica, mas também na social, habitação, transportes e saneamento. E, obviamente, investir na melhoria da educação e da saúde pública.
Na seara econômica, precisamos manter o atual modelo de desenvolvimento sem cair nas tentações ortodoxas que nos rondam e pressionam diariamente, a pretexto de se combater a inflação. O caminho está claro. Agora, mãos a obra na construção deste Brasil e no combate, sempre maior, à desigualdade social.

O velho mundo e um mundo novo

A Guerra Fria, que dominou a segunda metade do século 20, teve seu principal campo de batalha – desarmada, ou quase, é claro – na Europa.
A batalha do capitalismo pelos  “corações e mentes”, num território onde os partidos socialistas e comunistas eram fortes, se travou com duas armas, essencialmente: o “welfare state”, o estado do bem-estar social e o apelo ao consumo, que afinal se impôs a partir do final dos anos 70.
As massas proletárias nacionais – e, em vários países,  emigrantes – do pré-guerra passaram a ser classes médias, ao ponto de diversos países “importarem” da África, das suas ex-colônias e da Ásia a mão-de-obra adequada aos chamados “trabalhos subalternos”.
Hoje, uma pesquisa mostrou que ofinal do milênio e o  início do século 21 trazem, para os países desenvolvidos, um quadro inverso a este.
O coeficiente de Gini dos paises da Europa e demais desenvolvidos, passou de 0,28 para 0,31 – um aumento de 10% – consideradas  duas décadas e meia. Este  índice que mede a desigualdade de renda e, quanto mais próximo de zero, mais igualitário . Em 22 países desenvolvidos  17 se tornaram mais desiguais. Escaparam apenas Turquia ( que entra por ser da Zona do Euro), Grécia, França, Hungria e Bélgica.
Até o fim de semana, publico um artigo do Prêmio Nobel Samuel Stziglic (aceito ofertas de tradutores voluntários…) mostrando que a desigualdade nos EUA também subiu, e muito.
Pela correria do dia, porém só agora pude trabalhar com alguns companheiros, na leitura do estudo do economista Marcelo Nery, da Fundação Getúlio Vargas, “Desigualdade e Renda na Década”, também divulgado hoje.
E vou transcrever, para que não pairem dúvidas sobre alguma “torcida” deste blogueiro:
“No período de 2003 a 2009, o crescimento da renda real per capita da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, do IBGE) foi de 69% (…) [e a dos] 10% mais ricos (…)12,8%. Ou seja, a taxa de crescimento dos mais pobres foi 550% maior que a dos mais ricos”.
Nossos índices de distribuição de renda, é claro, ainda estão muito longe dos europeus. Ainda é 0,53 nosso coeficiente de Gini, mas bem abaixo do 0,61 dos anos 90. Irônico é que chegamos, agora, em nível semelhante à distribuição de renda que tínhamos nos anos 60, o que prova como fizeram mal a este país.
O estudo é muito bom, e você pode ter acesso aqui, na íntegra, mas vou respeitar o cansaço e a nossa incapacidade de peneirar tudo o que há de relevante nele.
O importante, penso eu, é vermos que existe em curso a abertura de um novíssimo mundo nos países ditos “emergentes” como nós, a China, a Índia.  Um lugar onde o crescimento econômico – ainda injusto e desigual, mascom estes fatores mitigados por uma política de soberania nacional e de justiça social – retomaram o sonho de progresso como fator de dignidade para todos que a crise do capitalismo tornou ter sido abandonado como parâmetro das políticas econômicas.
O novo é isso, também. A incapacidade do que é velho de oferecer soluções econômicas que correspondam ao interessse coletivo.
By: Tijolaço

Um avanço da parte do TCU

blog do zé

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Benjamin Zymler
Um avanço inegável a posição do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Benjamin Zymler, anunciada em sua audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado. Ele informou que agora o tribunal seguirá uma "visão política" no exame das obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
Segundo Zymler, o tribunal avaliará com cautela cada obra atingida por indícios de irregularidades. "Devemos paralisar um estádio a seis meses da Copa do Mundo? Nestes casos, vamos levar em conta a importância do evento e o nome do Brasil como empreendedor eficiente", antecipou o ministro ao informar que agora o TCU não quer mais comprometer a realização dos grandes eventos esportivos e vai avaliar com cautela cada obra atingida por indícios de irregularidades.
É, também, um reconhecimento de que o TCU, em momentos importantes, agiu sob a influência da oposição - do DEM mais especificamente. O ministro, no entanto, externa uma posição contraditória quando adianta, na mesma audiência, que não aceita a Medida Provisória (MP) baixada pelo governo relativa à realização destas obras.
MP não veio para impedir fiscalização

A MP não visa impedir nenhuma espécie de fiscalização, mas exatamente evitar que o TCU atue como órgão político ou adote decisões que não se sustentam confrontadas com as exigências do país.
A MP, que ele critica, objetiva exatamente sanar essas situações pelas quais, mediante mera fiscalização, o TCU pede ou paralisa obras diante de questões que podem perfeitamente ser resolvidas com os conhecidos Termos de Ajuste de Conduta (TACs). Estes, normalmente estabelecem obrigações, normas e prazos para os problemas detectados serem sanados.
Um exemplo clássico disso são os aeroportos, parados por litígios e decisões judiciais, há anos sem nenhuma solução, o que não é de bom senso, nem sequer razoável, e foge a compreensão da cidadania, com um componente adicional: são obras paralisadas por recursos e decisões judiciais, mas sobre as quais a culpa por estarem paradas recai sobre o governo federal.Foto: Wilson Dias/ ABr

Ayres Britto aceita união homossexual e enobrece o STF

Quem tem a ganhar ? O homossexual. A perder ? Ninguém
Saiu no G1:

Supremo adia decisão sobre união homossexual
Plenário volta a julgar tema nesta quinta-feira (5). Decisão pode reconhecer direitos aos casais gays.
Débora Santos Do G1, em Brasília
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (4) o julgamento que vai decidir sobre o reconhecimento da união entre casais do mesmo sexo. Após a fala de nove advogados de entidades que participaram do julgamento e duas horas de voto do relator, ministro Ayres Britto, o presidente da Corte, Cezar Peluso, adiou o julgamento para esta quinta-feira (5).
Até a suspensão do julgamento, somente o relator havia votado – a favor do reconhecimento da união estável entre casais do mesmo sexo. Faltam ainda os votos dos outros nove ministros.
Caso o Supremo reconheça a união estável entre casais gays, a decisão criará um precedente a ser seguido por todas as instituições da administração pública, inclusive pelos cartórios de todo o Brasil. Direitos como herança, comunhão parcial de bens, pensão alimentícia e previdenciária passariam a ser assegurados a casais de pessoas do mesmo sexo.
Para Ayres Britto, a decisão do tribunal sobre o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo pode viabilizar inclusive o casamento civil entre gays e a adoção, que são direitos garantidos a casais em união estável. Isso só acontecerá se o voto do relator for seguido pela maioria dos integrantes da Corte.
A diferença é que a união estável acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casa, e o casamento civil é um contrato jurídico formal estabelecido entre suas pessoas.
Na prática, a decisão pode garantir a famílias formadas por casais gays os mesmos direitos das uniões estáveis de heterossexuais. O relator dos processos defendeu a união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar e condenou o preconceito contra os homossexuais. “O órgão sexual é um plus, um bônus, um regalo da natureza. Não é um ônus, um peso, em estorvo, menos ainda uma reprimenda dos deuses”, disse Britto.
O ministro afirmou ainda que o sexo não pode ser usado como motivo para tornar pessoas desiguais perante o Estado. Para ele, a conduta dos casais homoafetivos não é ilegal e deve ser reconhecida pelo estado.
“Quem ganha com a equiparação postulada pelo homoafetivos? Os homoafetivos. Quem perde? Ninguém perde. Os homoafetivos não perdem, os heterossexuais não perdem, a sociedade não perde”, afirmou o relator.
CNBB

A Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB) foi uma das entidades que argumentou no Supremo contra o reconhecimento da união gay. A entidade defende a manutenção do texto da Constituição, que fala em união estável para “homem e mulher”.
Para a confederação, a Constituição não tem lacunas sobre as relações entre homossexuais. O advogado da CNBB, Hugo Cysneiros, a falta da palavra “apenas” no texto da lei não significa que toda a união pode ser contemplada.
“A pluralidade tem limites porque na medida em que decidimos nos contratar socialmente em torno de uma Cartaque delibera em tono de deveres e direitos mútuos, sabemos, portanto, que nos submetemos a esse tais limites aos quais me referi”, afirmou o advogado da entidade católica.
Para a CNBB, o afeto familiar não pode ser requisito para a constituição da união estável. “O episcopado brasileiro não vem a esta casa trazer seu catecismo ou citar conceitos bíblicos, a CNBB vem aqui pedir o raciocínio tendo como referencia o texto constitucional”, argumentou Cysneiros.

Sonda da Nasa confirma teoria de Albert Einstein

A agência espacial americana (Nasa) anunciou nesta quarta-feira que a sonda Gravity Probe B (GP-B) confirmou a teoria geral da relatividade, concebida há quase 100 anos por Albert Einstein. A força da gravidade dos grandes corpos do Universo distorcem o tempo e o espaço, afirmaram os cientistas envolvidos na pesquisa.
"Einstein sobrevive", disse Francis Everitt, físico da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e principal pesquisador do satélite GP-B, um dos projetos em curso mais antigos da agência espacial americana. A preparação do experimento de física levou mais de quatro décadas e foi lançado finalmente em 2004.
De acordo com as teorias de Einstein, os corpos cósmicos maiores - como os buracos negros, os planetas e as estrelas - alteram o espaço e o tempo ao seu redor com sua força de gravidade. Até então, esses prognósticos não haviam sido comprovados porque as alterações são minúsculas e não se contava com a tecnologia necessária para detectá-las.
O experimento utilizou quatro giroscópios avançados para medir o efeito geodésico, ou seja, a curvatura do espaço e do tempo em torno de um corpo gravitacional, e a fricção do marco de referência, ou seja, quanto espaço-tempo é arrastado quando um objeto gira.
Em comunciado, a Nasa informou que, se os giroscópios apontassem na mesma direção sempre que estivessem em órbita, a teoria de Einstein teria sido refutada. Porém, como confirmação da teoria geral da relatividade de Einstein, "os giroscópios experimentaram mudanças mensuráveis na direção de seu giro à medida que eram atraídos pela gravidade da Terra".
Segundo o cientista Francis Everitt, da Universidade de Stanford, o GP-B confirmou duas das previsões mais importantes de Einsten, com implicações de longo alcance para a astrofísica. "Esta missão terá um legado duradouro na Terra e no espaço", disse.
As medições da sonda se aproximam significativamente com as projeções de Einstein, de acordo com as descobertas publicadas na revista científica Physical Review Letters.
Sonda espacial
A sonda que concluiu no ano passado sua missão de coleta de dados, foi idealizado pela primeira vez em 1959. Leonard Schiff, chefe do departamento de física de Stanford, e George Pugh, do Departamento de Defesa, sonhavam com um satélite que orbitasse a Terra e colocasse à prova a teoria de Einstein.
Everitt uniu-se ao projeto em 1962, seguido pela Nasa, em 1963. "Há 41 anos, o satélite foi lançado em uma órbita de mais de 600 km sobre a Terra", disse a Nasa.
As tecnologias criadas para desenvolver a sonda gravitacional foram utilizadas posteriormente para elaborar os sistemas de posicionamento global (GPS) e o cálculo da radiação de fundo do Universo. "Este cálculo é a base da teoria do Big Bang e concedeu o prêmio Nobel a John Mather, da Nasa", lembrou a agência espacial.<
Centenas de estudantes universitários e dezenas de estudantes de ensino médio trabalharam no projeto, incluindo nomes célebres como Sally Ride, a primeira astronauta mulher a viajar ao espaço, e o Prêmio Nobel Eric Cornell.
By: Terra

A Semente do medo

Por Mauro Santayana
Os Estados Unidos celebram a morte de bin Laden, e um ex-embaixador brasileiro considerou-a “espetacular”. É melhor ver a morte de qualquer homem, bom ou mau, como a morte de parte de nós mesmos. Como no belo poema em prosa de Donne, any man’s death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee. A morte de qualquer homem me diminui, disse o poeta, porque sou parte da Humanidade, e, por isso, não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por você. Todos nós morremos um pouco, quando as Torres Gêmeas vieram abaixo, e todos nós morremos quase diariamente com os que tombam e tombaram, na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, na Costa do Marfim, no Realengo, em Eldorado dos Carajás, na Candelária e nas favelas brasileiras.
Os americanos comemoram nas ruas a morte de bin Laden, enquanto nos países muçulmanos outros oram pelo homem que consideram mártir. Como parte da Humanidade, talvez não nos conviesse a euforia pela execução sumária de bin Laden, nem a consternação por sua morte. Os atentados de Nova Iorque – de resto, nunca assumidos de forma cabal pelo saudita – foram crime brutal contra a Humanidade, bem como todos os atos de terrorismo, ao longo das duas últimas décadas. Mas a vingança exercida pelos comandos norte-americanos não pode ser aplaudida. Foi um ato de guerra, cometido contra a soberania do Paquistão, desde que ao governo de Islamabad não foi solicitada autorização prévia para a operação – segundo informou o diretor da CIA, Leon Panetta.
Isso nos leva a outra leitura de John Donne: não pergunte que povo foi atingido pela intervenção militar norte-americana. Todos nós fomos atingidos, não só por essa operação bélica e pela agressão à Líbia, mas também, no passado, pela intromissão, política, militar, econômica, das elites que controlam o governo de Washington, desde a guerra de anexação de territórios soberanos do México, movida pelo presidente Polk, em 1846. O México perdeu a metade de seu território, e os Estados Unidos ganharam mais de um quarto do que já ocupavam no norte do hemisfério. Essa vitória excitou a voracidade imperialista dos Estados Unidos, mais tarde explícita no fundamentalismo do “Destino Manifesto”.
Devemos ser cautelosos quando procuramos entender o momento atual. Comentaristas internacionais, sob o calor destas horas, tentam pensar nas conseqüências imediatas, e há os que discutem se o homem morto em Abbottab (o nome da cidade é homenagem ao general James Abbott, que serviu nas forças de ocupação da Índia no século 19) é mesmo bin Laden – que começou a sua vida de combatente como aliado dos norte-americanos contra os soviéticos, no Afeganistão dos anos 80. Tenha sido ele, ou não, importa pouco. Osama era apenas um símbolo, na clandestinidade imposta pelas circunstâncias. O que importa, e muito, é o que virá a ocorrer não nos próximos dias, que serão de pausa e perplexidade, mas nos próximos meses e anos.
O perigo maior, e desdenhado, é o de que o conflito atual, iniciado com a ocupação da Palestina por Israel, se transforme realmente em guerra declarada entre os países capitalistas ocidentais, que se identificam como cristãos, e os muçulmanos. Quem definiu a agressão como cruzada foi Bush, ao afirmar que Deus o havia convocado a matar Saddam. E conforme o livro clássico de Essad Bey, todos os movimentos no Oriente Médio, entre eles a ocupação judaica da Palestina, se fazem na busca da posse de seu petróleo. No passado, o saqueio se fazia em nome da “civilização” e, hoje, se faz também em nome da “modernidade”.
No fundo do regozijo, há sementes de medo. Esse medo é muito mais poderoso do que foi o saudita, de 54 anos e, segundo informações não desmentidas, a um tempo amigo e sócio dos Bush nos negócios de petróleo.
By: Brasil mostra a tua cara

É Por Isso que Eu Sou Fã Dele!


Yankees de mierda por noticias24
Via: o Cachete

Corinthians investirá R$ 12 milhões em saúde e educação

O Ministério Público, a Prefeitura de São Paulo e o Corinthians assinaram um acordo nesta quarta-feira (4) para estabelecer as contrapartidas que o clube de futebol dará pela concessão do terreno onde será construído o estádio da agremiação. Deverão ser aplicados R$ 12 milhões em obras sociais para garantir a liberação do terreno de 200 mil metros quadrados em Itaquera, Zona Leste paulistana.
Um terço das contrapartidas deverá estar concluído seis meses após a Copa do Mundo de 2014. O restante, no valor de R$ 8 milhões, deverá ser entregue até 2019. Pelo acordo, a contrapartida trará benefícios para as áreas de saúde e educação, priorizando idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência.
Com o acordo, será encerrada a ação de 2001 do Ministério Público que pedia anulação da concessão devido ao descumprimento da cláusula que determinava que o estádio deveria ser construído até 1993. O MP ressalvou, no entanto, que irá acompanhar a construção do estádio, especialmente os impactos que irá provocar na região.
Agência Brasil

Opção para Kadafi: Morte ou Julgamento

© colagem: "Voz da Rússia"
O dirigente líbio Muamar Kadafi pode enfrentar uns problemas novos, agora fora do âmbito nacional. O Tribunal Criminal Internacional anunciou estar preparado para formular acusações à revelia e expedir mandados de captura dos mais altos dirigentes líbios. A informação deu azo para os peritos passarem a falar em uma caça propositada movida pelos serviços secretos de países ao coronel Kadafi.

Países ocidentais estão criando a Muamar Kadafi, possivelmente contra sua própria vontade, a imagem de político perseguido e indesejável. Enquanto há dois meses analistas políticos na Europa, nos Estados Unidos e nos mais importantes países árabes condenavam por unanimidade as ações realizadas pelo dirigente líbio contra seu próprio povo, agora, o número de “falcões” diminuiu consideravelmente. A Liga Árabe e a União Africana estão tentando encontrar uma variante diplomática para resolver a situação criada de uma forma que impeça o desenrolar do conflito segundo o roteiro já ensaiado no Iraque, Afeganistão ou Iugoslávia. A maioria das comparações estão sendo feitas com essa última devido a uns antagonismos internos, um conflito entre grupos étnicos e a presença de um chefe despótico. Então, segundo o analista político russo Rustem Vakhitov, aparecem no momento preciso na Líbia os Estados Unidos com seus aliados para lá impor a ordem e a paz. E continua:
São uns passos consequentes dados na via de uma mesma expansão, a qual deveria, conforme as expetativas dos seus arquitetos, finalizar com o estabelecimento do domínio mundial dos Estados Unidos da América. Mas, claro, não sob forma de controle sobre uns Estados fantoches, se bem que formalmente soberanos. Falando a rigor, a indignação contra o comportamento de Muamar Kadafi e sua tirania é fingida. Ainda há bem pouco, víamos os dirigentes de países da União Europeia e dos Estados Unidos manterem de uma forma perfeitamente normal relações bilaterais com esse homem.
Analistas estão também traçando um paralelo com Saddam Hussein. Ele era também acusado de crimes de lesa-humanidade, aviões estavam bombardeando seus palácios e esconderijos e militares ocidentais estiveram vigiando seus passos durante várias semanas: tudo isso para depois dele se livrar não pessoalmente e sim pelas mãos de seus nacionais. Sim, o tirano caiu, mas será que sua liquidação beneficiou o povo iraquiano? O estudioso Rustem Vakhitov está certo de que em caso de liquidação física de Muamar Kadafi a Líbia poderia se deparar com uma bagunça política semelhante à produzida no Iraque e no Afeganistão. E, na pior das hipóteses, sofrer uma desintegração territorial.

Para que serve a monarquia inglesa

Publicado originamente no site Socialist Wworker   
Por que ainda temos uma monarquia? A Inglaterra abriu o caminho na luta para abolir poder absolutista da monarquia, quando o Rei Charles I foi executado em 30 de janeiro de 1649.
Foi logo após a Guerra Civil Inglesa entre forças leais à monarquia e as que defendiam o parlamento, lideradas por Oliver Cromwell. 
Apesar disso, a monarquia ainda reina na Grã-Bretanha, ao contrário de países como França, Alemanha e Rússia, onde foram derrubadas.
Isto tem a ver, em parte, com a restauração da monarquia britânica após o governo de Cromwell.
A cada vez mais poderosa classe dos comerciantes fez as pazes com a monarquia para recuperar a estabilidade social.
Assim, Carlos II subiu ao trono em 1660, embora ele e seus sucessores desfrutassem de um poder bem menor que o que seu pai exercia.
O poder na Grã-Bretanha de hoje não está nas mãos da rainha. Mas também não se está sob controle de nossos representantes eleitos.
Quem controla o poder é a classe capitalista, os que enriquecem à custa do resto de nós. A realeza age como um símbolo de classe.
Sua utilidade está na participação em missões comerciais e como atração turística ajuda a manter a imagem do sistema britânico de classe como algo “natural”. A monarquia é um golpe de relações públicas em favor do capitalismo britânico.
Nossos governantes, políticos e a mídia ainda nos encoraja a olhar a realeza com respeito e temor. Se nós veneramos nossos supostos superiores dessa maneira, significa que somos menos tentados a tomar medidas contra as condições sob as quais temos que viver.
Espera-se que a lealdade à monarquia unifique o povo inglês como uma família que estaria de certa forma acima da política, unidos como britânicos, não importa a que classe pertençamos.
Muitas pessoas acreditam que a monarquia é vital para a manutenção de um sistema parlamentar estável.
Para alguns, mesmo na esquerda, a idéia de reformar gradualmente o país depende de que esse sistema funcione.
Mas os socialistas deveriam rejeitar essa idéia. Ela implica concordar com o argumento que diz que outros aspectos do Estado também são neutros, como a polícia e juízes. E sabemos que não é o caso.
O Estado existe para defender os interesses da classe dominante. Na sociedade capitalista, isto significa defender os patrões.
Houve uma tentativa para tentar mostrar a monarquia como pessoas que estão "fazendo sua parte" nos últimos anos. Elas até tentam se comportar como pessoas comuns.
Este casamento não é exceção. A origem de classe média alta de Kate Middleton tem sido usada para dar a idéia de que a monarquia está se modernizando e permitindo que "novos ricos" participem de seu círculo restrito.
Faz parte de um projeto de reabilitação da imagem de uma monarquia que vem perdendo apoio rapidamente nas últimas décadas.
A imagem começou a ficar arranhada nos anos 1980 e 1990 quando a mídia começou a mostrar detalhes sobre a vida de luxo de que desfrutava a realeza às custas do Estado.
A revolta aumentou durante o período de recessão em que o governo conservador iniciou ataques brutais contra os trabalhadores.
Logo em seguida, o conto de fadas sobre casamentos reais também começou a desmoronar.
Em 1992, sozinho, três dos filhos da rainha, Charles, Anne e Andrew, haviam se divorciado publicamente.
No mesmo ano, o Castelo de Windsor, uma das muitas residências da realeza, pegou fogo. O prejuízo foi pago pelas pessoas comuns.
Tablóides
A popularidade da monarquia caiu tanto que a realeza teve que se adaptar. A rainha concordou em pagar imposto de renda pela primeira vez (usando o dinheiro que tira de nós) e turistas foram autorizados a visitar o Palácio de Buckingham (pagando uma taxa).
Mas essas reformas fizeram pouco para melhorar a popularidade da realeza.
Em 1994, Charles e Diana se divorciaram após vários anos em que sua vida privada ter sido uma fonte de notícias para os jornais sensacionalistas. Diana morreu em um acidente de carro em 1997.
Ela não era uma plebéia, mas a percepção de que a família real não a respeitava porque não seria fina o bastante atingiu a popularidade da monarquia ainda mais fortemente.
Hoje existe pouco entusiasmo com a realeza, apesar de todo o frenesi da mídia com o casamento. A idéia de que Deus escolheu a família real para nos governar já foi amplamente aceita. Poucos acreditam nisso, agora.
Mas num momento em que temos um governo de milionários que estudaram em escolas de elite, a promoção da monarquia é parte do esforço da elite para reafirmar seu domínio sobre nós.
A monarquia é parte do sistema capitalista no país.
Somente através de uma mudança revolucionária é que podemos nos ver livre desse sistema de classes e todos os seus absurdos.
Até isso acontecer, nossa sociedade continuará a ser governada por um poder que não foi eleito, cujo trabalho é manter o resto de nós em nosso lugar.

Ganho real de salário gera inflação, diz o Estadão

O Estadão publica hoje editorial atacando a regra fixada pelo Governo Dilma de reajuste real do salário mínimo, que vai subir sempre, nos próximos três anos, o equivalente à inflação somada à variação positiva do pIB de dois anos antes. Diz o jornal que isso “ameaça disparar o gatilho dos preços em diversos setores da economia”  e que os aumentos de salário deveria ser feitos quando houvesse “ganhos de produtividade”.
Depois de tecer elogios ao Plano Real, que teria acabado com a indexação, o Estadão finge que não foram deixadas pelo Governo Fernando Henrique Cardoso a lista de reajustes automáticas que ele próprio lista – aluguéis, tarifas de água, luz, telefone, que a escola aumenta todo ano – para dizer que os cálculos de economistas atribuem a estas indexações 15% do total da taxa inflacionária.
E a taxa de juros, que eles querem sempre mais alta, não é indexação? E com valor sempre real, muito acima da inflação?
Ou seja, o Estadão reconhece que existem mil indexações pesando contra o bolso do trabalhador. A única que é a seu favor, não, não pode, é inflacionária.
Quer dizer, então, que o salário mínimo melhor um pouco com a inflação é um perigo para o país, não é? Será que o Estadão dizia  que os megassalários dos executivos brasileiros, que o Tijolaço mostrou aqui – e que subiram 33% de 2009 para 2010 -  também conspiram contra os preços.
By: Tijolaço

Número de usuários de internet no Brasil cresce 13,9% em um ano e chega a 43,2 mi


No Telecentro Comunitário do município de Jales (SP) moradores utilizam a internet para pesquisas. Foto: Gabriel Alves/Ministério das Comunicações
O total de usuários ativos de internet chegou a 43,2 milhões em março de 2011, o que significou uma evolução de 4,4% na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) divulgada nesta quarta-feira (4/5). Em relação aos 37,9 milhões de usuários ativos de março de 2010, o aumento foi de 13,9%.
A maior parte do crescimento do número de internautas nos últimos meses pode ser atribuída – segundo o instituto – ao aumento da presença de computador com internet nas residências. No período de um ano, o total de usuários ativos de internet no domicílio cresceu 20,7%, ao passar de 29,1 milhões para 35,1 milhões. O Ibope considerou como usuário ativo pessoas com dois anos ou mais de idade que utilizaram pelo menos uma vez em março computador com internet.
O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) prevê um incremento ainda maior no universo dos usuários de internet do país. A meta do governo é massificar, até 2014, a oferta de acessos banda larga e promover o crescimento da capacidade da infraestrutura de telecomunicações do país. Para isso, o Ministério das Comunicações pretende definir, até o fim de junho próximo, um plano de metas para oferecer internet em larga escala por R$ 35. Com esse valor, o Plano levara acesso à internet a 70% da população brasileira.
Velocidade da conexão - Os dados do Ibope apontam que a evolução do uso da internet em domicílios vem ocorrendo nas conexões de maior capacidade. Nos últimos meses, houve aumento do número de usuários nas conexões mais rápidas, enquanto caiu a participação das conexões de até 512 Kb.
O número de pessoas que usaram em março de 2011 uma conexão residencial de mais de 8 Mb, segundo o critério de aferição de banda larga adotado na pesquisa, foi de 1,9 milhão, ou 5,5% dos 35,1 milhões de usuários ativos domiciliares. A participação das conexões mais lentas, de até 128 Kb, caiu de 13,3% em março de 2010 para 7% em março de 2011.
Inclusão - No início da semana passada, na coluna Conversa com a Presidenta, Dilma Rousseff afirmou que a velocidade oferecida pelo PNBL será superior a 1 Mbps. A presidenta disse também “que a expansão do acesso a este serviço estimula o desenvolvimento e a inclusão social, e é também uma forma de combater as desigualdades no país”.
“Queremos internet de alta velocidade para todos os brasileiros, sejam eles do campo ou das cidades, morem em bairros ricos ou nas periferias, cidades grandes ou pequenas”, completou.
By: Blog do Planalto

Mato-grossense toma posse como Secretário Nacional da Juventude do PT

Autor: saroba
Por Nabson Nattan
Valdemir Pascoal é o novo Secretário Nacional da Juventude do PT. A gestão será marcada pelo curto período de existência (sete meses), no entanto, com agenda cheia de compromissos.
Foto: http://luizeduardobraga.blogspot.com/2011/04/habemus-papam-na-jpt.html
No dia 30 de abril, em Brasília, o mato-grossense Valdemir Pascoal, tomou posse como Secretário Nacional da Juventude do Partido dos Trabalhadores no lugar de Severine Macedo, que se afastou do cargo no dia 14 para assumir a Secretaria Nacional da Juventude do Governo Federal, pasta ligada diretamente ao gabinete da Presidência. Por indicação da Executiva do partido, Valdemir Pascoal foi eleito por unanimidade. Fica no cargo de 30 de abril a 15 de novembro de 2011. O mato-grossense terá que estabelecer diálogo com o Governo e a bancada federal petista para fortalecer o protagonismo juvenil, orientar os parlamentares jovens do PT para/na condução de projetos de leis de PPJs (Políticas Públicas de Juventude). Terá que dialogar com as forças internas do partido e com os partidos aliados, pois este ano será realizado a 2ª Conferência Nacional da Juventude, organizada pelo Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), que atualmente é presidido por um membro da Juventude do PT (JPT).
Mas o maior desafio será a organização do II Congresso Nacional da Juventude do Partido dos Trabalhadores, que deverá ser realizado entre os dias 12 e 15 de novembro deste ano. Num ano cheio de debates (transição do Governo Lula para Governo Dilma, votação do Novo Código Florestal, Reforma Política, Reforma Estatutária), Pascoal terá que utilizar com cautela as suas estratégias de diálogo com as forças internas do partido e aproveitar o seu bom trânsito entre as correntes para pôr em evidência o protagonismo juvenil petista, que se formará e será o PT de amanhã. Pascoal é membro do Diretório Municipal do PT de Cuiabá – MT, pertence à corrente política Construindo um Novo Brasil (CNB) e foi assessor parlamentar do ex-deputado estadual Alexandre César (2007/2010).
MAIS INFORMAÇÕES
E-mail: nabson.nattan@hotmail.com – MSN: nabson_avril@hotmail.com
Cel: +556699854905” class=”skype_pnh_highlighting_inactive_common”> 0(66) 9985-4905
“Não basta querer um Brasil melhor é preciso construí-lo” Nabson Nattan
Pescado do Blogue do Gibran

Ajude a manter a Satiagraha viva



Dipp: um Juíz que honrou o CNB
O deputado federal Protógenes Queiroz tentou inutilmente intervir no julgamento de liminar do STJ do passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.
Como se sabe, o ministro Macabu, cujo filho trabalha no escritório do advogado de Dantas – clique aqui para ler, relatou a favor de Dantas.
Clique aqui para ler: “Será que o Dr. Macabu vai salvar Dantas enquanto a Época incrimina Dantas ?”.
O ministro Napoleão Maia acompanhou o voto do ministro Macabu.
O ministro Napoleão Maia é o mesmo que soltou a “louca” do mensalão do grupo em Brasília que ia dar o vice, o Arruda, da chapa do Padim Pade Cerra.
Para sepultar a Satiagraha no STJ faltam três votos.
Está 2 a 0 a favor do passador de bola apanhado no ato de passar bola.
O próximo a votar é o ministro Gilson Dipp, um juíz respeitado, que os brasileiros aprenderam a admirar enquanto esteve no Conselho Nacional de Justiça.
Agora, o ínclito delegado Protógenes Queiroz lançou um movimento para manter a Satiagraha viva.
Este é o email que o Conversa Afiada recebeu (clique aqui para ler que já assinou, e também para assinar a petição):

Caro PHA,
Já conseguimos quase 1200 assinaturas no abaixo assinado e ainda tem os comentários que estão muito bons, encaminho uma cópia para sua análise e se possível recolocar em destaque no Blog Conversa Afiada, estamos toda semana acompanhando a pauta de votações do STF, mas eles adiam sempre o sepultamento da Operação, vamos entregar o abaixo assinado em breve no STF informo e encaminho fotos.
Adalberto Ferreira Romar (Beto)
ASCOM – Dep. Delegado Protógenes

Benvindos à ressurreição da al-Qaeda, como golpe mortal contra a grande revolta árabe de 2011

Obama/Osama agitam a Casbah[1]
Pepe Escobar, Asia Times Online, Tradução: Vila Vudu
4/5/2011
“O sheik dirigia seu cadillac,
foi cruzando a vila.
muezzin estava esperando,
Com a grade do radiador.”
The Clash Rock the Casbah [2]
Não tem importância alguma. Irrelevante. Dará, no máximo um thriller de Hollywood & rock’n roll – Osama/Obama em papel duplo (dirigido por Kathryn “Hurt Locker” Bigelow). Mas o assassinato prefixado, premeditado – & a bala na testa, icônica nos EUA – de Osama bin Laden na 2ª-feira, de fato, é tão irrelevante quanto a irrelevância em que mergulhou aquele próprio poderoso chefão jihadi & turbante.
É possível que o presidente dos EUA Barack Obama tenha turbinado suas chances de ser reeleito em 2012 – as casas de apostas estão pagando 1,75 pró-Obama – só por ter-se afastado meio passo do show de horrores que exibe monstruosidades como Sarah “Mamãe Ursa” Palin e o bilionário com uma raposa no cocuruto e bilionário Donald Trump.
Mas houve “justiça”, como disse Obama? “Justiça” – mesmo na era dos aviões-robôs drones – implica exame da cena do crime, coleta de provas, tribunal, devido processo legal, juiz e sentença. O ex-presidente George “guerra ao terror” W Bush, infinitamente bronco, acertou mais: cheira a “vingança dos EUA”.
Fundamentalmente, não é nada disso
À primeira vista, Bin Laden não foi baixa de guerra. Foi baixa num processo irresistível pró-democracia e pela igualdade social – a grande revolta árabe de 2011. Bin Laden, que propôs um califato restaurado, descartou a democracia parlamentar. A história tornou-o irrelevante, como irrelevante tornara-se também toda a al-Qaeda, já antes da revolta árabe – em termos políticos, culturais, geográficos e sociais.
Apesar do excepcionalismo norte-americano e da histeria ocidental – A multidão diz que é legal / esse negócio de cantar [3] – , a al-Qaeda e suas listas de afiliados, novos ramos, avatares e copiadores estão condenados a viver como fantasmas na periferia do mundo muçulmano, com sua nova geração de líderes com explosivos metidos no salto do sapato ou nas cuecas.
O mais fantasmagórico é que a narrativa da al-Qaeda tenha sido repentinamente ressuscitada como espectro a assombrar o inconsciente coletivo do Ocidente. Com a perigosa metáfora poética de haver agora um cadáver de Bin Laden que agita uma Casbah aquática no fundo do Mar da Arábia. A Casa Branca/Pentágono/CIA não queriam um “local de culto”. O local de culto é hoje todas as águas patrulhadas pelos EUA e nada longe do litoral onde a Casa de Saud comanda a mais cruel contrarrevolução contra os que anseiam por vida melhor.
É como se o não-martírio de bin Laden, atentamente coreografado, bom demais para ser verdade, ali estivesse, de fato, apenas para abrir as portas de um inferno novinho em folha –  com Washington e o Ocidente fazendo autocumprir-se a sua própria profecia: a al-Qaeda reagirá “com vingança” (como os EUA, sem tirar nem por!), correrá muito sangue, muito mais sangue, e o mundo árabe reverterá ao barbarismo mais bárbaro, em vez de meter-se a clamar por democracia (A multidão pegou uma brisa / daquela Casbah maluca [4]).
Benvindos à ressurreição da al-Qaeda, como golpe mortal contra a grande revolta árabe de 2011.
O Profeta proibiu [4] a baboseira & CIA
Há muitas e muitas razões pelas quais não aceitar o que talvez venha a revelar-se como uma das mais impressionantemente bem-sucedidas operações de manipulação ‘psicológica’ das massas desse jovem século 21.
Uma equipe de 14 SEALs, elite da elite da marinha dos EUA, e quatro helicópteros, sob a batuta do diretor Leon Panetta da CIA podem, sim, ter dado cabo de Bin Laden. Mas a narrativa do Pentágono, de tiro na testa, bala de ouro, é mais falsa-fria que “o rei mandou esquecer / essa transa pesada”. Bin Laden sempre disse que morreria como shaheed – mártir, lutando por sua causa, que não se renderia. Um dos seus guarda-costas com certeza trouxe-lhe a bala, no momento em que ele ordenou, quando Bin Laden concluiu que por ordem do Profeta caberia a ele impedir aquela baboseira & CIA estadunidense.
O fogo cruzado de todos os jornais em Washington desde as primeiras horas só repetia falas dos “funcionários dos EUA” de sempre, que repetiam que o serviço secreto do Paquistão [ing. Pakistani Inter-Services Intelligence (ISI)] não sabia de nada – no sentido de terem sido mantidos à margem, para não entregarem todos os segredos a Bin Laden –, enquanto o pessoal do Pentágono só repetia que Bin Laden fora morto uma semana antes, em ataque de avião-robô drone (os pilotos dos jatos sintonizaram-se / com o rádio da cabine [5]). Outros repetiam que as Forças Especiais receberam pistas diretamente do serviço secreto do Paquistão. Até que Washington usou fontes próprias para confirmar “que foram autorizados a atacar, diretamente pelo governo do Paquistão” e então, ok, agitaram a Casbah.
A rede GEO TV paquistanesa exibiu mix totalmente diferente. O pessoal do ISI espalhou que a operação foi totalmente operação paquistanesa – conduzida depois que um helicóptero foi derrubado (alguém, do Pentágono, também falou sobre isso) e uma equipe que lá estava para investigações acabou envolvida em troca de tiros. Soldados paquistaneses ajudaram a cercar o local. Prenderam algumas mulheres e crianças e homens armados, todos árabes, que então confessaram que Bin Laden estava no local. Em seguida, houve nova troca de tiros, durante a qual Bin Laden foi morto. Então entraram em cena dois helicópteros dos EUA que vieram para recolher o corpo de Bin Laden. Segundo essa versão, o incêndio que se viu na casa foi causado pelo helicóptero derrubado.
O relato da “troca de tiros”, pelos EUA, também é confuso. Pelo que disse Obama, não teria havido feridos ou mortos entre os estadunidenses. Não faz sentido. O local com certeza era fortemente protegido… ou, de fato, não passava de local onde os EUA mantinham Bin Laden preso.
A CIA só faz repetir que foi operação para matar (“target killing”, assassinato programado). Tampouco faz sentido. Capturar Bin Laden vivo – como Saddam Hussein –, alcançaria os píncaros dos minaretes da humilhação e seria golpe que renderia lucros de Relações Públicas muito mais sumarentos, para a Casa Branca. Só a hipótese de bin Laden já estar morto explica a rapidez com que Washington fez sumir o cadáver no fundo do Mar da Arábia – para desespero de vários especialistas em Sharia.
A casa foi completamente queimada, reduzida a cinzas. Convenientemente – como aconteceu no 11/9 –, não há nem cena do crime nem cadáver. Esse roteiro não seria aprovado nem em reunião de roteiristas do seriado CSI, Crime Scene Investigation. O mundo aguarda fotos autênticas, não manipuladas, do cadáver, e os resultados do teste de DNA.
E, antes do que se espera – como no caso de Saddam – algum informante revelará que as coisas não se passaram como Hollywood preferiria: que foi empreitada individual de empreendedor cheio de iniciativa, à caça do prêmio de $50 milhões. Quanto à dica milionária, de onde estaria o alvo, só pode ter saído do serviço secreto do Paquistão. Nesse caso, o comandante do exército, general General Ashfaq Kiani – queridinho do Pentágono – é autor do imprimatur decisivo. Quanto recebeu? Dessas perguntas e respostas fabricam-se as lendas….
Degenerar os fiéis [6]
Bin Laden foi produto quintessencial da política exterior dos EUA para a Guerra Fria, da aliança nada-santa entre Washington, Paquistão e Arábia Saudita. Bin Laden jamais foi acusado pelo FBI de participação no 11/9. Nunca houve nenhuma prova que o aproximasse daqueles feitos. Até o hiper-super-neoconservador Dick Cheney, ex-vice-presidente, com o tempo, passou a admitir em on em off que Bin Laden nada teve a ver com o 11/9.
E o que dizer sobre a “inteligência” em campo?! Washington demorou nada menos que 3.519 dias, desde o 11/9, para encontrar Bin Laden “vivo ou morto”, como John Wayne Bush prometeu que faria, e a apenas 240 quilômetros a leste das montanhas de Tora Bora, seu último endereço confirmado em dezembro de 2001. Bin Laden teria de ser realmente entidade do outro mundo para, sofrendo de doença renal grave, diabético, com problemas de hipotensão e dependente de diálises regulares, conseguir sobreviver numa caverna infecta, por quase dez anos.
Abbottabad, a duas horas de distância, de carro, ao norte de Islamabad, na província Khyber Pakhtunkhwa, está localizada num vale entre montanhas, muito próxima da Azad (“Livre”) Caxemira. É uma espécie de mini-Colorado Springs, com um cinema (o Taj) e, o que é muito mais importante, com o equivalente paquistanês de West Point. Ali não há cavernas e, crucialmente importante, ali não há tribos iradas – entre as quais os aviões-robôs da CIA espalham número crescente de “danos colaterais” sob o pretexto de combater “a al-Qaeda”.
Bin Laden já poderia ter sido capturado em agosto de 2001. Naquele momento, recém retornado do Afeganistão, ouvi em Peshawar que um comando dos EUA estava pronto para invadir o Afeganistão e sequestrar Bin Laden de seu palacete-bunker em Kandahar. Bush muito pediu e falou e prometeu para conseguir entrar, mas o então presidente Pervez Musharraf vetou a operação, dizendo que não queria ser responsável por uma guerra civil no Paquistão.
Então, depois do 11/9, Washington praticamente ordenou que o Talibã entregassem Bin Laden. Como o embaixador dos Talibã em Islamabad contou-nos naquela época, Mullah Omar exigiu provas da culpa de Bin Laden. Bush recusou – afinal de contas, como o FBI sabia, não havia prova alguma. Vídeos posteriores, em que Bin Laden aparecia ‘aceitando’ a responsabilidade pelo 11/9, logo foram desacreditados como falsificações.
Os Talibã chegaram a concordar com entregar Bin Laden à Arábia Saudita – um dos três patrocinadores dos Talibã, além de Paquistão e dos Emirados Árabes Unidos. O rei Abdullah não quis. Só Khalid Sheikh Muhammad – preso pela inteligência paquistanesa, e que passará o resto da vida em Guantánamo – assumiu integral responsabilidade pelo 11/9; e jamais acusou Bin Laden de coisa alguma.
Aquele som pirado da Casbah [7]
Quanto mais se examina, mais o assassinato premeditado de Bin Laden mostra traços daquele brinquedo infantil the jack-in-the-box, palhaço de mola que salta, quando se abre a caixa.
As grandes potências que jogam o jogo – EUA e Arábia Saudita – decidiram que, finalmente, não precisam mais do polichinelo de mola que reaparecesse quando fosse preciso, para justificar qualquer coisa, de falta de democracia a ataques mortais contra civis desarmados e, até, ataques de aviões-robôs pilotados à distância, drones, que dessem errado. Mas a pergunta é: por que agora?
Comecemos pelo vácuo de poder no Paquistão. Há grave divisão interna no ISI, entre o ISI e parte do exército, e entre o exército e o governo. É receita garantida de caos. A evidência de que o Pentágono tenha posto em prática a Operação Pôr-de-Sol de Osama marca mudança crucial do palco principal da “guerra ao terror”, do Afeganistão para o Paquistão. A “guerra ao terror” prossegue, revigorada, p’rá por p’rá quebrar todas as Casbahs. Islamabad confusa e atônica não parece entender como lucrar com essa mudança, sobretudo agora que já queimou o precioso coringa Bin Laden.
E há também a Casa de Saud. Bin Laden saiu do jogo no exato instante em que a Arábia Saudita obriga a narrativa da grande revolta árabe de 2011 a curvar-se, para lucrar com uma narrativa contrarrevolucionária de uma guerra sectária sunita/xiitas. É, de fato, uma Guerra Fria renovada entre o “bem” Arábia Saudita e o “mal” Irã. Desde o início, Washington jogou ao lado da Casa de Saud.
Essa tática diversionista da Casa de Saud é tentativa empenhada de tirar o foco da evidência de que a grande revolta árabe de 2011 ameaça, precisamente, os regimes medievais como o do Bahrain e o da Casa de Saud. A Casa de Saud, corrupta, lacaia do ocidente, foi o fator deflagrador da fúria e do ultraje que modelou a ideologia de Bin Laden.
Mesmo assim, na atual histeria Bin Laden, a Casa de Saud pode facilmente cantar “O rei convocou seu jatos de combate/ disse ‘melhor merecerem o salário/ bombardeiem pela trilha dos minaretes/ tudo, até a Casbah’” [8] e lançar sua repressão linha duríssima nas províncias do leste e no Bahrain e subornar prodigamente os líderes tribais no Iêmen, para forma um próximo governo pró-sauditas.
Washington, por sua vez, também usou a tática diversionista para distrair/confundir a opinião pública árabe, no momento em que uma intervenção anglo-franco-norte-americana, marketada como “humanitária”, ataca outro país muçulmano rico em petróleo, a Líbia. De quebra, Washington dá uma polida na velha tática de isolar/conter o Irã.
Quanto aos patéticos “rebeldes” líbios infestados de agentes da CIA e conectados à al-Qaeda, que seqüestraram os legítimos protestos na Cirenaica – e que festejaram quando a OTAN bombardeou o próprio país deles –, eles agora querem que os EUA derrubem Muammar Gaddafi (a OTAN já trabalha nisso). O meio para fazer tudo isso andar é agitar a Casbah.
Os milionários pios da Arábia Saudita sempre foram fonte de dinheiro infindável para a al-Qaeda. Não surpreende que já haja uma horda de novos Bin Ladens prontos a agitar a Casbah na Arábia Saudita – e o farão, esperemos que só dentro do reino.
O sucesso da ideologia da Al-Qaeda depende de dois fatores: os governos em terras muçulmanas  têm de ser não islâmicos e opressivos; e têm de ser pró-EUA (certos os critérios de diagnóstico, nos dois casos). Quando isso aconteceu, a al-Qaeda deu-se bem. Mas a al-Qaeda errou quanto ao método para reverter a situação. Por isso a al-Qaeda acabou por também ser derrotada pela grande revolta árabe de 2011.
O general David Petraeus, que foi El Supremo do Pentágono no Afeganistão, vai virar agora El Supremo da CIA – com a cabeça de Bin Laden como troféu e as mãos livres para agitar várias múltiplas Casbahs via assassinatos premeditados e fartura de SEALs mascarados. O único motivo pelo qual os EUA invadiram o Afeganistão em 2001 foi pegar Bin Laden “vivo ou morto”. Agora está bem morto, no fundo do Mar da Arábia.
Mas os EUA não sairão do Afeganistão. A secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton já monopoliza a narrativa e já começou a dizer que a guerra contra a al-Qaeda, como a “guerra ao terror”, continua eternamente. A política oficial dos EUA, como sempre sonhou Bin Laden, o melhor recrutador jihadista que jamais houve, prossegue implacável e infindável – com seu farto suprimento de soldados, mercenários, equipes assassinas da CIA, aviões robôs assassinos, empresários-fornecedores e “diplomatas” que custa trilhões de dólares.
Só há talvez um modo realista de pôr fim a essa loucura, agora que “o petróleo  no deserto/ de tão agitado, já explode pelo gargalo” [9]: despachar aviões-robôs ou assassinos premeditantes na direção da Casa de Saud. Pena, só, que, diferentes de bin Laden, que virou bandido, os sheikhs sempre terão cobertura, posando como “os nossos” fanáticos filhos da puta.
NOTAS
[1] A Casbah (fortaleza, citadela) refere-se tradicionalmente ao bairro murado de Argel, Argélia [NT].
[2] “Rock the Casbah” [Agite a Casbah] é punk rock da banda britânica The Clash (autores Topper Headon, Mick Jones, Joe Strummer), lançado em 1982, no álbum “Combat Rock”. Pode ser vista-ouvida aqui; letra original aqui Os versos traduzidos servem, só, para facilitar a leitura [NTs].
[3] [4] [5] [6] [7] [8] “Rock the Casbah”, The Clash.
By: Maria Frô

NY Times: não foi tortura de Bush que levou a Bin Laden

A simulação de afogamento era coisa do Bush
Saiu na manchete do New York Times:
“Morte de Bin Laden leva a discussão sobre tortura”.
A reportagem do New York Times mostra que os ideólogos da tortura do governo Bush logo atribuíram a Bush e seus métodos o sucesso da operação para matar Bin Laden.
Os ideólogos da tortura do governo Bush defenderam especialmente a simulação de afogamento, chamada de “waterboarding”.
O New York Times, porém, tem informações que indicam que a CIA chegou a Bin Laden no Paquistão sem precisar de tortura e sem informações obtidas em interrogatórios violentos em Guantánamo.
Na verdade, como se sabe, as informações obtidas sob tortura, como as de Guantánamo, por exemplo, costumam ser inúteis.
O que a CIA fez foi, provavelmente, identificar e acompanhar o mensageiro que entrava e saia da casa de Bin Laden ao longo de cinco anos.
A propósito, este ansioso blogueiro foi interpelado pela doce D. Tereza, colega de academia.
D. Tereza chega de carro e é uma fera nos exercícios abdominais.
D. Tereza tem 89 anos, segundo estimativas conservadoras dos personais.
D. Tereza é tia de um ilustre diretor de um jornal do PiG e disse que ia telefonar ao sobrinho para saber por quê tratavam o Bin Laden como uma cruza de Papai Noel com Ricardo Coração de Leão.
Este ansioso blogueiro não disse nada.
Aí, D. Tereza perguntou: “Por que eles não pedem para ver os corpos dos que estavam nas Torres Gêmeas ?”
Este ansioso blogueiro ficou calado.
D. Tereza insistiu: “Por que eles não pedem para ver os corpos do Araguaia ?”
Este ansioso blogueiro ficou calado e foi fazer seus abdominais.
Em tempo: liga o Vasco, agora, ancorado num porto ignoto da Flórida:
- Meu filho, pergunta ao PiG por que eles não publicam a foto daquele moleque brasileiro que levou 7 tiros na cabeça num metrô de Londres ?
Pano rápido.
Paulo Henrique Amorim

Governo demotucano: São Paulo não é mais o estado mais rico do Brasil

Os quatrocentões paulistas, que gostam de dizer que o estado é a “locomotiva do Brasil”, não poderão mais usar essa expressão. Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, depois de mais de 16 anos de gestão demotucana, São Paulo foi ultrapassado por Santa Catarina e Rio de Janeiro na condição de estado que tem a maior renda média. Por sua vez, no governo Lula, o País conseguiu reduzir a pobreza em 50,64%. A pesquisa também mostra que, de 2002 a 2010, os maiores ganhos reais de renda foram em grupos tradicionalmente excluídos. O Limpinho reproduz texto publicado no Portal G1. O editor deveria estar dormindo quando deixou sair uma matéria dessas.
FGV: Taxa de desigualdade no Brasil atinge mínima histórica
Desigualdade é a menor desde que começou a pesquisa, em 1960
A taxa de desigualdade no Brasil caiu à mínima histórica no final de 2010, segundo estudo divulgado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV) na terça-feira, dia 3. Em oito anos – de dezembro de 2002 a dezembro de 2010 –, o País conseguiu reduzir a pobreza em 50,64%, de acordo com a pesquisa “Desigualdade de Renda da Década”.
“Em oito anos, no governo Lula, foi feito o que era previsto para 25 anos, de acordo com a Meta do Milênio da Organização das Nações Unidas, que era reduzir a pobreza em 50% de 1990 até 2015”, ressaltou o economista Marcelo Neri, coordenador do CPS/FGV.
A taxa de desigualdade, medida pelo índice de Gini, ficou em 0,5304 em 2010, a menor desde 1960, quando começou a pesquisa. Quanto mais perto de 1, mais desigual é o país. “Os principais motivos para isso foram, principalmente, a educação e, em menor parte, os programas sociais”, explicou Neri.
Entretanto, o economista diz que, quando comparado com outros países, ainda é “estupidamente alto, porém menor do que antes” o nível de desigualdade no Brasil. “Se é uma má notícia que a nossa desigualdade ainda é alta, a boa notícia é que ela deve cair. O que os dados mostram é que a queda continua”, destacou.
Renda dos mais pobres cresceu mais do que dos mais ricos
De acordo com a pesquisa, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE), a renda dos 50% mais pobres no Brasil cresceu 52,59%, entre 2001 e 2009, enquanto a renda dos 10% mais ricos do País cresceu 12,8%. Isso significa dizer que a renda da classe baixa teve crescimento de 311% na comparação com os mais abastados.
Marcelo Neri também destacou conclusões da pesquisa que, para ele, foram inesperadas. “Fiquei muito surpreso com os dados”, disse o economista, ao mostrar que, de 2001 a 2009, os analfabetos obtiveram ganhos de 47%, enquanto quem tem nível superior teve queda de 17% na renda. No mesmo período, as pessoas de cor preta ganharam aumentos na renda de 43%, enquanto os brancos tiveram 21% de alta. Já as mulheres tiveram ganho na renda de 38%, contra 16% dos homens. “O que está ‘bombando’ é o mercado da base: empregadas domésticas, trabalhadores da construção civil, agricultores”, ressaltou, em tom informal, o economista.
São Paulo não é o mais rico e Maranhão, o mais pobre
A pesquisa mostrou que os chamados “grotões” brasileiros estão em alta, já que entre 2001 e 2009 os “maiores ganhos reais de renda foram em grupos tradicionalmente excluídos”. Segundo o estudo, Alagoas é, hoje, o estado com a pior renda média per capita do país. E, no mesmo período, o Maranhão, que era o estado mais pobre, teve ganhos na renda da população de 46%.
Já os estados de Santa Catarina e do Rio de Janeiro passaram São Paulo na condição dos que tem a maior renda média. “A migração do Nordeste para o Sudeste diminuiu bastante, com o inchaço das grandes cidades. O campo está se tornando mais atrativo”, observou Neri.
Em 30 anos, Brasil pode estar equiparado aos EUA
O coordenador da pesquisa explicou que o Brasil ainda “vai demorar uns 30 anos para ter um nível de desigualdade parecido com o dos Estados Unidos”, que, segundo Neri, está em 0,42. “Apesar de a economia brasileira não estar crescendo tanto, a renda dos mais pobres cresce em patamares chineses, enquanto a dos mais ricos está estagnada”, comparou Neri.
Entretanto, para o economista, a tarefa agora é mais complicada. “Vamos ter mais dificuldades para erradicar, pois esta terça parte que falta é o núcleo da pobreza no País”, explicou.
Para a próxima década, Marcelo Neri afirma que é preciso melhorar a qualidade da educação, continuar investindo em programas sociais e realizar obras de saneamento básico. “E é preciso fazer mais com menos recursos, pois não podemos aumentar mais ainda a nossa carga tributária”, acrescentou.
“As razões de meu otimismo são proporcionais ao tamanho dos problemas que temo hoje. A escolaridade no Brasil é ridícula, por isso acho que ainda temos muito a avançar”, finalizou.